Método Rolf - Integração Estrutural

Corpo alinhado e sem dores crônicas na coluna e articulações

Ida Rolf e os dois paradigmas da saúde

Retorno a Hipócrates pelo caminho da Física

Unidade mais antiga do Instituto PasteurEm 1925, a Dra. Ida Rolf solicitou licença para estudar na Europa. Ela pretendera continuar seus estudos na Europa desde quando fazia sua graduação no Barnard, assim como incontáveis outros cientistas tinham feito desde os fins do século XIX. Mas a guerra impedira a viagem. Ao solicitar a licença, escreveu a Simon Flexner sobre a necessidade de um descanso e de afastar-se de seu trabalho, que era cada vez mais agitado no instituto. A licença foi concedida no final do ano, e, em janeiro de 1926, ela embarcou em um navio com destino à França, iniciando sua viagem de estudos no Instituto de Pasteur.

Quando estava a caminho, Flexner enviou-lhe uma carta. Nela, incluiu um cheque de duzentos dólares, quantia destinada a ajudá-la a pagar por sua estada na Europa. Confirmava também o que ela já estava sentindo sobre seu relacionamento com o Rockefeller. Flexner dizia na carta pensar que o trabalho dela no instituto já se havia cumprido com vantagens para ambos os lados, e encorajou-a começar a olhar, logo depois que retornasse aos Estados Unidos, para uma outra colocação. (Isto é consideravelmente adequado com o que é sabido sobre Flexner. Ida Rolf estivera empregada em nível de assistente associada por sete anos, atingindo o tempo máximo que a maioria dos empregados não-vitalícios permaneciam no instituto. Flexner nunca era tímido em relação a dizer aos cientistas o que pensava ser o melhor para ele mesmo, e sobre quando era hora de irem embora.)

A dra. Ida Rolf recebeu a carta em Paris. Respondeu com uma nota escrita à mão dirigida a Flexner. “… Eu estou de completo acordo com sua opinião de que o período de eficiência máxima dessa relação, para o instituto e para mim mesma, terminou.” Acrescentou que era um alívio não ter ela própria de tomar a decisão de sair do instituto. Expressou sua gratidão para com Flexner e Levene pela oportunidade que lhe tinham dado e o seu sentimento de obrigação de reembolsá-los pelos recursos oferecidos para a licença. Ela parecia ao mesmo tempo aliviada e excitada, descrevendo suas aventuras no aprendizado do francês e a respeito do estudo no Instituto Pasteur.
A dra. Ida Rolf, em “Rolfing e realidade física,” (Summus Editorial) menciona sua participação em estudos médicos durante sua permanência em Zurique, e a visita a Genebra para estudar homeopatia. Mas nada muito mais que isso é conhecido sobre este seu período na Europa.

(Quão excitante deve ter sido estudar física na Europa em 1926? Os anos 20 foram possivelmente o período mais emocionante na história da física, e a Europa era o cenário do drama. Heisenberg, Schrodinger, Niels Bohr, Einstein e outros elucidavam os detalhes da mecânica quântica, criavam uma física nova inteira e mudavam nossa compreensão do universo em um ritmo alucinante. A dra. Ida Rolf começou seu deslocamento da química para a física quase precisamente no momento em que o mundo da física experimentava um deslocamento de paradigma tão significativo como aquele experimentado na época de Descartes.)

Outros dois artigos ainda apareceram, mais tarde, em 1927, em coautoria com Levene, a respeito da lecitina e da cefalina. Eram possivelmente resultado do trabalho de pesquisa concluído antes do início de sua licença, ou diziam respeito a um trabalho terminado após seu retorno, antes de ela deixar definitivamente o instituto. Sua demissão do Rockefeller realizou-se oficialmente em 1927, quando deixou o mundo da medicina científica para sempre. Aproximadamente 14 anos depois que seu último artigo científico foi publicado, atendeu por volta de 1940 seu primeiro cliente, uma professora de piano, no Bronx, realizando com ela o trabalho que se tornaria mais tarde a Integração Estrutural (Veja entrevista).

E vocês vêem que tudo isso é algo que, na medida em que vocês estão realmente estão considerando o homem,… vocês têm de pensar nesses termos, porque este homem, o homem é um campo de energia, de consolidação de energia. Em termos dos métodos ortodoxos usados pelos seus médicos, em geral eles estão considerando somente a química do corpo. Eles não estão considerando este homem no pólo do tótem, este homem esquecido, este elemento esquecido do corpo, este elemento da realidade física do corpo.” Ida Rolf, 1966.

Ida Rolf tinha começado sua carreira como um produto do maior deslocamento de paradigma na história da medicina. Dos anos 20 aos anos 40, seu deslocamento profissional tirou-a da medicina científica para conduzi-la de volta ao holismo. Há assim uma ironia em seu desembarque na Europa. Durante as últimas décadas do século XIX, os cientistas americanos tinham feito suas peregrinações ao velho continente para abraçar as ciências biológicas. Era onde poderiam estudar as coisas minúsculas, assim que puderam ser observadas por meio do microscópio. Décadas mais tarde ela fez também sua peregrinação como cientista, mas a peregrinação simbolizou igualmente uma transição. Começou a licença do Rockeffeller como especialista em bioquímica, estudando no laboratório fundado por Louis Pasteur. Então deixou o microscópio para trás e, em Zurique, no estudo da matemática e da física, descobriu a linguagem da energia. Enquanto o modelo de Descartes conquistava a supremacia na ciência americana, Ida Rolf retornava a Hipócrates.

Profissional certificado

Armando Macedo é profissional do Método Rolf certificado pela Guild for Structural Integration - GSI. Clique aqui e digite o nome do profissional no campo "find" correspondente a "Find Pratitioners" do site americano.

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