Método Rolf - Integração Estrutural

Corpo alinhado e sem dores crônicas na coluna e articulações

Ida Rolf e os dois paradigmas da saúde

Ida Rolf, cientista e bioquímica

Phoebus LeveneEste foi o ambiente científico em que Ida Rolf começou sua carreira. Ela havia obtido sua graduação no Barnard College, em1916, e no ano seguinte começou oficialmente a trabalhar como técnica no Intituto Rockefeller. Ao mesmo tempo, iniciou seus estudos para o doutorado na Universidade Columbia. Foi aceita assim como bioquímica, no ponto mais alto da revolução da medicina científica, na instituição que era o merco zero para a pesquisa de laboratório na América, sem dúvida o lugar do mundo de maior prestígio onde um cientista poderia trabalhar.

A crença geral é a de que Ida Rolf foi aceita devido à falta de homens qualificados naquele tempo – os rapazes estavam fora na guerra e, assim, era concedida às mulheres a oportunidade de estudar e praticar na arena da ciência. Isto pode explicar parcialmente sua aceitação na Columbia (ela começou seus estudos na Columbia em fins de 1917, depois de os Estados Unidos aderirem à Primeira Guerra Mundial), mas provavelmente não no Instituto Rockefeller. Ela aparentemente tinha alguma conexão com uma das organizações da família Rockefeller na cidade de Nova York, no período em que estava para se graduar no Barnard. Em 3 de abril de 1916, uma notícia no jornal do Barnard College mencionava Ida Rolf, então uma veterana em vias de graduar-se, e notava que ela estava “trabalhando em química na Fundação Rockefeller”. A Fundação Rockefeller era uma instituição de caridade, também criada pela família Rockefeller, a qual naquele tempo estava focada nas ciências, na saúde pública e na educação médica. Não se sabe se ela de fato trabalhou na fundação, ou se a informação no jornal era incorreta e ela na verdade já fazia seu trabalho no instituto. Mas, de qualquer forma, isso ocorrera mais de um ano depois de os Estados Unidos entrarem na Guerra.

O Instituto Rockefeller contratara muitas mulheres naquele tempo, mas aparentemente para ocupar posições baixas e somente em funções destinadas a principiantes. Era muito mais difícil para uma mullher atingir os degraus mais altos da escala científica. Em 1918, Ida Rolf retornou ao Barnard para falar aos alunos em vias de graduar-se sobre as oportunidades de emprego no Rockefeller. Ela afirmou que “…em todos os laboratórios mulheres eram empregadas sem discriminação e alçadas a posições de grande responsabilidade.”

Contudo, em Uma História do Insituto Rockefeller, George Washington Carver não menciona nenhuma mulher cientista naquele período inicial. Todos os chefes de departamento e numerosos associados e assistentes foram mencionados ao longo de seu trabalho e mal há qualquer registro de uma mulher. Ao descrever a direção do laboratório de Química, Carver registra “aproximadamente 40 homens “, passando por seu laboratório quando de sua posse. O autor descreve uma organização cujo domínio pertence quase que exclusivamente a homens, pelo menos no que diz respeito aos pesquisadores.

A maioria das mulheres que estavam empregadas no Rockefeller muito provavelmente começava em cargos da área administrativa ou ini ciava-se como técnica nos laboratórios. Progredir era o desafio. Ida Rolf foi aparentemente uma das poucas que conseguiu avançar.

O nome da Dra. Ida Rolf apareceu oficialmente na lista de empregados do instituto em l917. Ela também começou seus estudos em bioquímica na Colúmbia em fins desse mesmo ano. Naquele periodo, Rockefeller funcionava basicamente como uma universidade especializada em pós-graduação, ainda que quase todos os cientistas já fossem PhD’s ao serem admitidos. Contudo, assim como Ida Rolf, muitos outros começavam como técnicos e usavam seu trabalho no Rockefeller para ganhar seus PhD’s na Columbia. Muitos dos cientistas gastariam vários anos – de cinco a sete pelo menos – no instituto, até vir a ocupar cargos em universidades ou trabalharem na indústria. Somente um pequeno número se tornaria membro pleno e dedicaria a vida à instituição.

A Dra. Ida Rolf começou seu trabalho no laboratório de química como assistente de Phoebus Levene. Levene fora trazido para o instituto por Flexner em 1905 e dois anos mais tarde fora nomeado membro pleno e escolhido para chefiar o laboratório de química. Ele havia imigrado para os Estados Unidos em 1893 e, assim como Ida Rolf, tinha ingressado na Columbia e começado suas pesquisas em química. No curso de sua vida profissional, contribuiu para um corpo enorme de pesquisas no campo da bioquímica, em diversas áreas importantes. Ele é mais conhecido por duas contribuições principais (e por um erro igualmente importante) no que diz respeito à descoberta e compreensão da molécula do DNA.

Profissional certificado

Armando Macedo é profissional do Método Rolf certificado pela Guild for Structural Integration - GSI. Clique aqui e digite o nome do profissional no campo "find" correspondente a "Find Pratitioners" do site americano.

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