Método Rolf - Integração Estrutural

Corpo alinhado e sem dores crônicas na coluna e articulações

Ida Rolf e os dois paradigmas da saúde

A revolução chega à América

Wlliam WelchQuando Johns Hopkins morreu em 1873, deixou uma base confiável para a formação de uma universidade e um hospital. Seus depositários, vendo o número de estudantes americanos de medicina que iam estudar na Europa, decidiram (seguindo os conselhos dos educadores mais bem reconhecidos daquele tempo) criar a universidade de acordo com o modelo das grandes universidades alemãs. Isso significava uma universidade onde o questionamento e a pesquisa não apenas eram permitidos, mas estimulados, e onde estudantes deviam atender a exigências severas de admissão, algo desconhecido em qualquer instituição médica americana da época. Os depositários pretenderam criar uma instituição que fosse tão rigorosa como suas congêneres européias tomadas como modelo.

Depois de sua fundação em 1876, o novo presidente da Johns Hopkins começou a construir uma faculdade internacional, e a escola principiou modestamente oferecendo cursos de graduação. Em1884, William Welch foi contratado para criar e fazer funcionar a escola de medicina. A escola propriamente só seria aberta nove anos mais tarde, mas o Laboratório de Patologia iniciou as atividades imediatamente. E no mesmo instante a medicina nos Estados Unidos se transformou, e Welch, que havia estudado e sido treinado com os maiores cientistas da Europa, afirmou-se como um dos mais (senão o mais) influentes cientistas do mundo.

Ele criou a faculdade e abriu seu laboratório, e o campus da Hopkins transformou-se muito rapidamente em algo único, um caldeirão efervecente de questionamentos como ninguém tinha visto antes. A faculdade, os pesquisadores e estudantes reuniam-se em uma experiência diária, socializando, debatendo, colaborando, gerando novas idéias, estimulando-se mutuamente, num ambiente que os colegas comparavam ao do clima apaixonado de um monastério. Cada um compartilhava a visão de que estavam criando algo novo e importante. Os estudantes faziam algo que os estudantes americanos de medicina nunca tinham feito antes: eles visitavam os hospitais, examinavam os pacientes e faziam diagnósticos, testando o conhecimento adquirido no trabalho em laboratório e nas autópsias. Eles não ficaram limitados somente aos livros, como os estudantes das outras escolas; fizeram uma imersão na ciência e na prática da medicina.

Sabendo que isso estava disponível, os estudantes afluíram à Hopkins. Os requisitos de admissão eram rigorosos, inéditos na America, mas mesmo assim os estudantes chegavam em bandos. Era o lugar onde todos queriam estar. Era também o lugar que cada diretor e cada universidade queriam imitar. Seus formandos e pesquisadores eram requisitados – e alguns hospitais só admitiam médicos treinados na Hopkins. Entre os quatro primeiros premiados com o Nobel em medicina, três haviam sido treinados na Hopkins (o quarto fora formado na Europa). Seus graduados eram chamados a dirigir escolas médicas em Harvard, Yale, Columbia, Rochester, e outras universidades, adotando nelas os padrões próprios da Hopkins.

EstetoscópioWelch era a força propulsora por trás disso tudo, e ele continuou a preconizar as mudanças. Começou a dirigir aos laboratórios e aos pesquisadores que ele julgava dignos um fluxo de milhões de dólares. Um de seus protegidos encabeçaria os esforços para a adoção de padrões mínimos para as faculdades de medicina e os próprios médicos. Desde quando aceitou sua tarefa na Hopkins, nos 25 anos seguintes Welch supervisionaria a transformação da medicina nos Estados Unidos, e essa transformação permitiu que a comunidade científica americana alcançasse e em algumas áreas ultrapassasse seus colegas na Europa.

Enquanto isso, o ataque às doenças infecciosas continuou nos laboratórios da Europa, e os primeiros resultados começaram a aparecer. A teoria dos germes tinha aberto as comportas para os pesquisadores. Em 1880, Pasteur vacinou com sucesso animais contra a cólera e depois antraz. A cólera e a febre tifóide eram contidas pela primeira vez, com base na compreensão de como elas se propagavam. Então finalmente, em 1891, em Berlim, pesquisadores trataram com sucesso um paciente que sofria de difteria, usando uma antitoxina. Era a primeira cura real propiciada pela nova era científica. Em seguida, na cidade de Nova York, pesquisadores aprenderam como produzir a antitoxina em massa, e ela se tornou disponível em larga escala. Os médicos tinham então uma ferramenta eficaz para prevenir e curar doenças mortais. Seria a primeira de muitas conquistas.

O campo da medicina era agora uma ciência, e a revolução reducionista estava agora quase completa. Seus sucessos foram criados em laboratório e cada vez mais no próprio teatro de operações. Os campos da patologia, epidemologia, da quimioterapia, da medicina forense, da bacteriologia tinham desabrochado. O campo de luta da medicina transferira-se do consultório médico para o laboratório.

A magnitude da mudança de paradigma desde os dias de Hipócrates foi estrondosa. Por dois milênios, a saúde fora entendida como o reflexo do equilíbrio sistêmico. Agora o foco tinha se deslocado do macro para o micro, do sistema integral para suas partes mínimas. O reducionismo estava na ordem do dia, e Hipócrates tinha sido abandonado quase que completamente em favor de Descartes. A medicina era agora o estudo de coisas ínfimas, dos menores componentes da máquina, que só podiam ser vistos com o uso de instrumentos. O microscópio era agora a mais poderosa ferramenta do arsenal à disposição dos pesquisadores, e ele simbolizou a mudança – trouxe à luz o mundo das coisas muito pequenas. A cura agora vinha de fora, orientada pelo microscópio para a batalha contra os invasores externos que atacavam o corpo.

O campo da pesquisa era agora o lugar onde a ação se desenvolvia. O próximo grande passo no desenvolvimento envolvia as instituições de pesquisa que se tornariam modelo para o mundo científico. Assim, sob a supervisão de William Welch, em 1909 foi criado o Instituto Rockefeller para a Pesquisa Médica.

Profissional certificado

Armando Macedo é profissional do Método Rolf certificado pela Guild for Structural Integration - GSI. Clique aqui e digite o nome do profissional no campo "find" correspondente a "Find Pratitioners" do site americano.

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